23 de fevereiro de 2015

Biografia: Carl Menger

Homenagem a Carl Menger, nascido a 23 de fevereiro de 1840

por Jim Powell

Carl Menger tem a dupla distinção de ser o fundador da economia austríaca e um co-fundador da revolução da utilidade marginal. Menger trabalhou separado de William Jevons e Leons Walras, e chegou a conclusões semelhantes, mas por um método diferente. Ao contrário de Jevons, Menger não acreditava que bens proporcionavam “utilidades” ou unidades de utilidade. Em vez disso, escreveu que as mercadorias são importantes, pois servem a usos diversos, cujas importâncias se diferem. Por exemplo, os primeiros baldes de água são utilizados para satisfazer as mais importantes práticas, e os baldes seguintes são usados em fins cada vez menos importantes.

22 de fevereiro de 2015

Clube de Leitura - Teoria e História

Vivemos num mundo que anda em ritmo acelerado. As obrigações do dia-a-dia, somadas à infinidade
de notícias que horas depois já parecem obsoletas, nos afastam da prática da leitura aprofundada, voltada para a construção de um conhecimento mais permanente.

Pensando nisso, o Instituto Carl Menger lança seu Clube de Leitura. Periodicamente serão feitos encontros para analisar e debater as obras cuja leitura está sendo proposta. Dentro do propósito de um clube de leitura, recomendamos o estudo dos capítulos sugeridos antes de cada encontro.

O primeiro livro que estudaremos em conjunto é TEORIA E HISTÓRIA, de Ludwig von Mises. Segundo Murray Rothbard, Teoria e História “continua a ser a obra-prima mais negligenciada de Mises. (...) É a grande obra metodológica de Mises, que explica a base da sua visão da economia, e apresenta críticas brilhantes a alternativas falaciosas, como o historicismo, o cientificismo e o materialismo dialético marxista.”

É possível adquirir Teoria e História nas melhores livrarias do Brasil e na loja virtual do Instituto Mises Brasil. O livro também encontra-se disponível para download gratuito.

A agenda de encontros é a seguinte:

1) 4 de março de 2015, quarta-feira, 19h30 às 21h (Prefácio ao Capítulo 7)

2) 27 de março de 2015, sexta-feira, 19h00 às 20h30 (Capítulo 8 ao Capítulo 16)

As reuniões serão realizadas no espaço educacional da DXI.

Local: SHS, Complexo Brasil 21, Bloco A, Sala 312 (em frente ao Posto da Torre), Brasília, DF.

Compareçam! Boa leitura a todos(as)!

14 de fevereiro de 2015

Há muito governo na nossa gasolina

por Daniel Marchi

Com o preço médio da gasolina acima de R$ 3,50 na maior parte do país, e chegando a R$ 4,51 em algumas localidades (dependendo do tipo da gasolina escolhida) — e tudo isso justamente em um momento em que o preço da gasolina está em queda no resto do mundo —, a conclusão é que há muito governo em cada litro da gasolina brasileira.

No entanto, tudo isso é ainda muito pior do que parece.

Embora as principais intervenções diretas do governo sejam claras e visíveis a todos — o retorno da CIDE e a decisão da Petrobras de aumentar o preço para refazer seu caixa, esfacelado pela corrupção —, há também outras intervenções que o cidadão comum não consegue visualizar, mas que são ainda mais deletérias do que essas duas intervenções explícitas do governo.

A seguir, uma lista das 9 principais contribuições do governo brasileiro para o preço e para a qualidade da nossa gasolina:

3 de fevereiro de 2015

Neutralidade de rede: a regulação da Internet sendo instalada

por Daniel Marchi

Algumas semanas são especialmente pródigas em notícias ruins.  Foi o que aconteceu semana passada sobre o assunto neutralidade de rede.

Nos últimos anos, diversos governos vêm impondo o conceito de rede neutra de cima para baixo, por meio de leis e medidas regulatórias.  Grosso modo, neutralidade de rede significa que serviços, aplicações e o tráfego em geral devem ter tratamento igualitário dentro de uma determinada rede de dados.

Tal comando não se restringe aos aspectos técnicos da gestão da rede; abrange especialmente as relações comerciais dos diferentes agentes da cadeia de negócios: dos detentores de infra-estrutura de rede aos consumidores finais, passando por geradores de conteúdo, aplicativos etc.

Economia numa única postagem

por Daniel Marchi

1. A riqueza de uma pessoa, família ou nação depende da sua capacidade de produção. "Quem não trabalha não come."

2. A produção deve ser guiada única e exclusivamente pelos consumidores, num ambiente de livre concorrência entre capitalistas/empresários. Bens e serviços são valorados de forma subjetiva.

3. Um sistema de trocas indiretas (mercados, moedas) permite a contínua especialização do trabalho. Bens de capital (máquinas, ferramentas etc) são possíveis pela poupança. Quanto maior a especialização do trabalho e a quantidade de bens de capital, maior a produção.

4. O sistema monetário permite a contabilidade de lucros e prejuízos. O sistema de preços auxilia os empresários sobre quais bens devem ou não serem produzidos, e como. O processo de mercado é dinâmico e imperfeito. Mais do que produtos e serviços, a ordem de mercado coordena o conhecimento disperso na sociedade.

5. A propriedade privada é imprescindível. Sem essa instituição os itens acima sequer fazem sentido. O socialismo é economicamente impossível (caótico) por inviabilizar o cálculo econômico racional e dificultar a circulação do conhecimento.

6. O melhor que um governo pode fazer é não atrapalhar. Intervenções deturpam o sistema de preços e, por consequência, prejudicam a produção e o bem-estar social. O mercado é para profissionais, não para burocratas tagarelas, muito menos para políticos.