Pular para o conteúdo principal

Economia numa única postagem

por Daniel Marchi

1. A riqueza de uma pessoa, família ou nação depende da sua capacidade de produção. "Quem não trabalha não come."

2. A produção deve ser guiada única e exclusivamente pelos consumidores, num ambiente de livre concorrência entre capitalistas/empresários. Bens e serviços são valorados de forma subjetiva.

3. Um sistema de trocas indiretas (mercados, moedas) permite a contínua especialização do trabalho. Bens de capital (máquinas, ferramentas etc) são possíveis pela poupança. Quanto maior a especialização do trabalho e a quantidade de bens de capital, maior a produção.

4. O sistema monetário permite a contabilidade de lucros e prejuízos. O sistema de preços auxilia os empresários sobre quais bens devem ou não serem produzidos, e como. O processo de mercado é dinâmico e imperfeito. Mais do que produtos e serviços, a ordem de mercado coordena o conhecimento disperso na sociedade.

5. A propriedade privada é imprescindível. Sem essa instituição os itens acima sequer fazem sentido. O socialismo é economicamente impossível (caótico) por inviabilizar o cálculo econômico racional e dificultar a circulação do conhecimento.

6. O melhor que um governo pode fazer é não atrapalhar. Intervenções deturpam o sistema de preços e, por consequência, prejudicam a produção e o bem-estar social. O mercado é para profissionais, não para burocratas tagarelas, muito menos para políticos.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Governo, cidadão e voto: como o voto disfarça os privilégios

por José Carlos Zanforlin O SCRIPT Antes de tudo, esclareça-se que cidadão, na estrutura política do Estado, é o indivíduo que vota e pode ser votado; assim, por causa do tema do artigo, será utilizado esse termo quando referido aos que votam, embora “indivíduo”, que também se submete ao Estado, seja conceito muito mais abrangente e verdadeiramente ontológico . A Constituição brasileira em vigor, logo no artigo primeiro, contém três informações: (i) o Brasil é um estado federado, e não unitário, (ii) seu regime de governo é democrático, e não autoritário, e (iii) o poder provém do povo, mas é exercido por meio de representantes ou diretamente em específicas situações [1] . Esses dados são obtidos diretamente do texto constitucional, e expressam noção de valor do grupo dominante que elaborou a Constituição. Entretanto, é possível obter-se outras impressões sobre democracia, aqui ; aqui ; aqui e aqui .

Eu, o Lápis – Edição de 50 anos

Introdução de Lawrence W. Reed e posfácio de Milton Friedman Traduzido por Flávio Ghetti Introdução Por Lawrence W. Reed Eloquente. Extraordinário. Atemporal. Mudança de Paradigma. Clássico. Meio século após sua primeira publicação, “Eu, o Lápis” de Leonard Read, ainda provoca tais adjetivos de louvor. Merecidamente, pois este pequeno ensaio abre os olhos e mentes de pessoas de todas as idades. Muitos que o leram pela primeira vez nunca mais viram o mundo do mesmo modo novamente.

A não-neutralidade de redes é uma prática corriqueira de mercado

por Pedro Borges Griese Foi aprovado recentemente na Câmara de Deputados o projeto de lei chamado Marco Civil da Internet. Uma das partes desse projeto prevê a tal neutralidade de rede. Quatro artigos publicados neste site ( aqui , aqui , aqui e aqui ) ilustram os efeitos do problema da imposição da arquitetura de rede neutra na Internet. Este artigo não tem o objetivo de debater a neutralidade de rede na Internet, mas sim o de apresentar alguns exemplos práticos de tratamentos não-neutros em outras indústrias organizadas em redes, os quais mostram como a diferenciação no tratamento — seja priorizando ou discriminando — possibilita soluções de mercado não apenas racionais, mas também úteis e corriqueiras.